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Enotécnica & Olitécnica cresceu e vai regressar à Exponor em 2028 para mostrar setores do vinho e azeite cada vez mais modernizados

O mundo empresarial que atua na área do equipamento técnico para a enologia e olivicultura e o mundo académico que estuda a vinha e o olival mostraram na Exponor a verdadeira revolução técnica em marcha no processo produtivos de dois produtos em que Portugal tem créditos firmados. O regresso em 2028 está garantido.

Toda a cadeia de valor dos setores do vinho e azeite, representada por 65 expositores, um acréscimo em relação à edição anterior, esteve na Exponor para mais uma edição da Enotécnica & Olitécnica, que também registou um aumento no número de visitantes.

A periodicidade bienal do certame vai manter-se e está já garantido o regresso em 2028. “O retorno que recebemos dos expositores é francamente positivo, quer pela qualidade do público visitante quer pela abrangência de players, ou até pela qualidade das jornadas técnicas”, revela Diogo Barbosa, diretor-geral da Exponor, acrescentando que “os certames profissionais na Exponor acompanham os setores mais pujantes que puxam pela economia nacional”.

Em destaque esteve a revolução em curso nos processos de produção, protagonizada pelo consórcio Vine & Wine, que está a modernizar e digitalizar os setores, tornando-os mais competitivos e sustentáveis, trilhando um caminho sem retorno das economias modernas. Esta agenda mobilizadora agrega 17 empresas do setor, 18 tecnológicas, sete universidades/politécnicos, centros de investigação e laboratórios de inovação, e quatro associações setoriais. Um esforço conjunto que tem como meta obter 45 novos produtos, processos e serviços na fileira, com aplicação prática na cadeia de valor da vinha e do vinho. Isto graças ao contributo produtivo (e de conhecimento) de cerca de 400 novos postos de trabalho a criar, mais de metade dos quais altamente qualificados. Uma empreitada que terá um impacto estimado na economia do setor em 54 milhões de euros, num incremento de 55% nas exportações e um valor acrescentado de mais 17%.

Rumo à transição energética, ambiental e digital da fileira, ao aumento da competitividade e diversificação no setor. Não obstante esta linha de rumo, Maria João Cabrita, investigadora do MED – Instituto Mediterrâneo para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento, alertou para o facto de que que a “muita ciência e conhecimento que se está a desenvolver nos centros de investigação das universidades portuguesas ainda não está a passar totalmente para as empresas vinícolas”. É, por isso, premente, asseverou Ana Elisa Rato, investigadora do MED, trabalhar ainda mais e melhor na comunicação de ciência, para que se consiga transferir, de forma “muito simples e direta”, conhecimento que dê respostas aos problemas dos produtores. Ou seja, como refocou, José Rafael Silva, igualmente do MED, a informação científica atualmente disponível para os viticultores, tem de ser “útil, fácil de utilizar e acessível em termos de investimento”.

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